E aquelas mães que têm nome?
Sim, nome. São a Rita ou a Marta ou a Filipa ou a Mariana....
Passo a explicar.
A maior parte das mães tem cinco minutos de fama. Assim que a ecografia determina, com a precisão possível, o sexo do anjo e a mãe e o pai conseguem parar de discutir que sogra tem o nome melhor para a filha ou que atriz (boa ou boazona, depende do progenitor) é digna, ou se tirar à sorte vai determinar o Fado da criança, quadros são impressos, babetes e lençóis são bordados, camisolas são tricotadas com O nome da princesa.
Terminada a gestação, terminada a hora pequenina que nunca o é, a hora da fama acaba e já ninguém se lembra de O nome da princesa, doravante conhecida como a bebé ou a menina.
Os meses passam, a princesa começa a sair à rua, a conhecer gente, e passa a ser a filha da mãe, ou do pai.
A licença de parto termina e, das duas uma, os avós estão vivos e disponíveis e a princesa passa a ser "a minha neta", ou vai para a creche e passa a ser a Silva ou a Ferreira (especialmente quando os pais escolhem o nome da moda desse ano...).
A mãe e o pai estão tão felizes que comemoram um bocadinho demais e, das duas uma, ou têm outra filha da mãe e do pai, ou têm um João ou um Pedro ou um Zé Luís e passa a ser a mana do João do Pedro ou do Zé Luís.
Os anos passam, e a princesa passa a ser a namorada do fulano, sicrano e de alguns beltranos, dependendo da personalidade e do pai...
E, das duas três, não tem vocação para relações e passa a ser a tia fixe, ou recebe O chamamento e passa a ser a Irmã Maria do Céu que vão visitar a Fátima, ou nasceu para casar e perpetuar a espécie e, durante uns meses (às vezes anos) é a noiva do fulano, sicrano ou beltrano.
Chega o dia e, não só muda de apelido, como só responde por Sra D Fulano, Sicrano ou Beltrano ou, pior, "a minha nora".
Cumprido que está o ciclo da vida, perpetuada a espécie humana, passa a ser a Mãe, daquelas mães ou das outras.
<<suspiro>>
Fotografia da ecografia by Me - It's a girl. No name boys só mesmo no Benfica
#realmoms
olhó post fresquinho
quinta-feira, 18 de maio de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
mães descontraídas
E aquelas mães que são descontraídas... Podem parar de rir, elas existem.
Mães que não se importam de pousar os seus três filhos gatinhantes num chão que não se sabe por onde andou... Que não se ralam se o babygrow, outrora branco e limpo, fica sujo e roçado nos joelhos. Que fazem com que fazer uma cama de lavado perca o sentido quando se deita o gatinhante e o dito babygrow nuns lençóis agora descritos como outrora brancos e limpos.
Mães que chegam ao jantar com foie gras caseiro e uma bavaroise que acabaram de fazer, sem nódoas na camisa, sempre branca, sempre limpa.
Mães que conseguem estar sentadas à mesa, relaxadas, participantes e descontraídas (como se fossem a tia solteira que só tem uma festa às onze, por isso pode jantar com calma), enquanto os filhos talvez tenham jantado. Talvez tenham a fralda limpa.
E os três filhos, gatinhantes, lá andam (gatinhando... ), desafiando as leis da física trepando sofás, experimentando o gosto de migalhas não identificadas, tentando ver até onde conseguem enfiar os dedos nas tomadas sem serem interrompidos pelos gritos histéricos e nervosos daquelas mães... que não são descontraídas. Que, aproveitando que os seus dois filhos, de babygrows poupados porque gatinhar é em casa, já jantados e adormecidos nas camas de viagem que viajam sempre com eles, os agarram antes de cair de cara no chão, os impedem de descer as escadas como se fossem uma bola de futebol e lhes tiram os dedos das tomadas. Mães stressadas demais para deixar mesmo uma criança que não é sua com a fralda suja ou sem, pelo menos, uma sopa. Mães que têm sempre um lenço no bolso porque não suportam crianças ranhosas.
<<suspiro>>
Fotografia not by Me - Ser mãe é primitivo. É como um bando de leões: há sempre uma que fica com os leõezinhos enquanto as outras vão caçar.
#realmoms
Mães que não se importam de pousar os seus três filhos gatinhantes num chão que não se sabe por onde andou... Que não se ralam se o babygrow, outrora branco e limpo, fica sujo e roçado nos joelhos. Que fazem com que fazer uma cama de lavado perca o sentido quando se deita o gatinhante e o dito babygrow nuns lençóis agora descritos como outrora brancos e limpos.
Mães que chegam ao jantar com foie gras caseiro e uma bavaroise que acabaram de fazer, sem nódoas na camisa, sempre branca, sempre limpa.
Mães que conseguem estar sentadas à mesa, relaxadas, participantes e descontraídas (como se fossem a tia solteira que só tem uma festa às onze, por isso pode jantar com calma), enquanto os filhos talvez tenham jantado. Talvez tenham a fralda limpa.
E os três filhos, gatinhantes, lá andam (gatinhando... ), desafiando as leis da física trepando sofás, experimentando o gosto de migalhas não identificadas, tentando ver até onde conseguem enfiar os dedos nas tomadas sem serem interrompidos pelos gritos histéricos e nervosos daquelas mães... que não são descontraídas. Que, aproveitando que os seus dois filhos, de babygrows poupados porque gatinhar é em casa, já jantados e adormecidos nas camas de viagem que viajam sempre com eles, os agarram antes de cair de cara no chão, os impedem de descer as escadas como se fossem uma bola de futebol e lhes tiram os dedos das tomadas. Mães stressadas demais para deixar mesmo uma criança que não é sua com a fralda suja ou sem, pelo menos, uma sopa. Mães que têm sempre um lenço no bolso porque não suportam crianças ranhosas.
<<suspiro>>
Fotografia not by Me - Ser mãe é primitivo. É como um bando de leões: há sempre uma que fica com os leõezinhos enquanto as outras vão caçar.
#realmoms
quinta-feira, 4 de maio de 2017
mãe, já está
E aquelas mães que lidam com o "potty training", em português "O treino do penico" (que é como quem diz "Compra sessenta cuecas e leggings, tira os tapetes da sala e prepara-te mentalmente para mexer em m€&#%@"), como quem lava os dentes?
Mães que ouvem o barulho do xixi a pingar no tapete como se estivessem num concerto de Enya. Que agarram no cocó (cagalhão, em bom português...) e põem na retrete com a delicadeza de quem transplanta orquídeas.
Mães que não se zangam só porque perguntaram se queria ir à casa-de-banho há um segundo e, após a resposta negativa, na nossa cara, lá se vão mais uns leggings (que eu deito fora roupa interior que parece que andou a misturar mousse de chocolate).
<<suspiro>>
Fotografia by Me - Antes o som de uma mini a abrir, de um concerto ou de quando nos abriam a porta no Lux eram música para os meus ouvidos. Agora, não há dinheiro que me pague o alívio quando oiço: Mãe, já está!
#realmoms
Mães que ouvem o barulho do xixi a pingar no tapete como se estivessem num concerto de Enya. Que agarram no cocó (cagalhão, em bom português...) e põem na retrete com a delicadeza de quem transplanta orquídeas.
Mães que não se zangam só porque perguntaram se queria ir à casa-de-banho há um segundo e, após a resposta negativa, na nossa cara, lá se vão mais uns leggings (que eu deito fora roupa interior que parece que andou a misturar mousse de chocolate).
<<suspiro>>
Fotografia by Me - Antes o som de uma mini a abrir, de um concerto ou de quando nos abriam a porta no Lux eram música para os meus ouvidos. Agora, não há dinheiro que me pague o alívio quando oiço: Mãe, já está!
#realmoms
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E aquelas mães que organizam coisas?! Convidam vinte amigos de cada um dos três filhos para irem passar a tarde lá a casa e: - contrata...
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E aquelas mães que saem com os três filhos sem carrinho. Sem trelas. Sem gritos. Mães que conseguem tirar os filhos do carro sem ter de seg...


