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quinta-feira, 11 de maio de 2017

mães descontraídas

E aquelas mães que são descontraídas... Podem parar de rir, elas existem.
Mães que não se importam de pousar os seus três filhos gatinhantes num chão que não se sabe por onde andou... Que não se ralam se o babygrow, outrora branco e limpo, fica sujo e roçado nos joelhos. Que fazem com que fazer uma cama de lavado perca o sentido quando se deita o gatinhante e o dito babygrow nuns lençóis agora descritos como outrora brancos e limpos.
Mães que chegam ao jantar com foie gras caseiro e uma bavaroise que acabaram de fazer, sem nódoas na camisa, sempre branca, sempre limpa.
Mães que conseguem estar sentadas à mesa, relaxadas, participantes e descontraídas (como se fossem a tia solteira que só tem uma festa às onze, por isso pode jantar com calma), enquanto os filhos talvez tenham jantado. Talvez tenham a fralda limpa.
E os três filhos, gatinhantes, lá andam (gatinhando... ), desafiando as leis da física trepando sofás, experimentando o gosto de migalhas não identificadas, tentando ver até onde conseguem enfiar os dedos nas tomadas sem serem interrompidos pelos gritos histéricos e nervosos daquelas mães... que não são descontraídas. Que, aproveitando que os seus dois filhos, de babygrows poupados porque gatinhar é em casa, já jantados e adormecidos nas camas de viagem que viajam sempre com eles, os agarram antes de cair de cara no chão, os impedem de descer as escadas como se fossem uma bola de futebol e lhes tiram os dedos das tomadas. Mães stressadas demais para deixar mesmo uma criança que não é sua com a fralda suja ou sem, pelo menos, uma sopa. Mães que têm sempre um lenço no bolso porque não suportam crianças ranhosas.

<<suspiro>>



Fotografia not by Me - Ser mãe é primitivo. É como um bando de leões: há sempre uma que fica com os leõezinhos enquanto as outras vão caçar.

#realmoms

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